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Sobre Lost Canvas


Bem, aqui estou eu para falar sobre o termino da Saga de Lost Canvas. Admito que comecei a ler quando saiu e depois eu larguei porque eu não tenho lá grande paciência para acompanhar semana após semana, só tenho esse compromisso para séries americanas.

Lost Canvas encontra quase de maneira perfeita os backgrounds de todos os personagens dando a cada um deles algumas características profundas que faltaram na série clássica.  Todos, ou pelo menos grande parte, com históricos interligados e de personalidades marcantes.

Muita gente achou uma cópia da mitologia de Shurato, pois pelo conceito de reencarnação dos cavaleiros de Athena serem destinados é até uma ótima jogada, tanto que mesmo eles sendo reencarnações, eles acabam tento outra percepção da vida, outras experiências. Como que dizendo que as pessoas não só são moldadas pelo que elas são, mas pelo ambiente que vivem e escolhas que fazem.

O protagonista Tenma é infinitamente mais “crível” que o protagonista da série clássica, mas ainda sim, mantendo  grande parte das situações que constroem seu caráter intactas. E outra graça é ver como cada um vai ser apresentado.

Aqueles menosprezados como os cavaleiros de touro, câncer e peixes, tem uma importância fundamental, além de serem bem mais carismáticos que os “originais”.

Atualmente, para mim, Lost Canvas acaba sendo a melhor obra até agora no cenário “oficial” de Saint Seiya.

O Porquê de se criar Alma Nova

Bem, aqui estou eu discursando sobre o porquê criar o Saint Seiya – Alma Nova. Primeiramente, apesar da mensagem que Saint Seiya passa de amizade, união, dever e essas coisas, sempre achei que havia coisas mal exploradas, CdZ só é bom pela estrutura dele. A própria ideia de o cara ter trocentos filhos e sacrificar seus filhos caçando sua armadura. E além do mais, não gosto do Seiya. Por mais que eu seja fanboy de CdZ convenhamos que os fãs gostam mais das possibilidades dos cenários de criar seus cavaleiros lutando contra os deuses do que qualquer outra coisa.

Acho mais por esse motivo, além de ser o anime que mais gerou otakus na década de 90, que manteve Seiya e sua trupe viva com a promessa do anime da saga de Hades, de todo mundo especulando na minha época de Shun ser o Grande Mestre do Santuário.

O que ainda me manteve como fã de Saint Seiya, foi o seu fandom, que apesar de ter muita coisa ruim, e idéias boas mas conteúdo ruim (como a própria Alma Nova), há histórias que alimentam esse cenário se tornaram muito mais interessantes que o próprio cenário.

Às vezes com os mesmos cenários, abordando temas, sagas, criando personagens próprios ou mesmo aprofundando aqueles que têm a profundidade de um pires.

Por exemplo, a mim mesmo que comecei com um cenário de RPG bem especifico e acabei criando um mundo tão interessante que não valeria apena deixar ele apenas em um RPG, e assim foi criado o primeiro conto que nunca cheguei a publicar desse mundo que foi “Primeira Traição”, e ainda assim vendo que podiam ter mais histórias contadas que não foram contadas no RPG e assim foi criado o “Registro da Ultima Guerra contra Hades”, apelidado de “Cavaleiros Z” pelos exageiros das lutas dos cavaleiros que participaram dessa guerra.

E Alma Nova, segue uma linha de raciocínio diferente, pois o Registro contava a história dos cavaleiros criados por mim e não pelos personagens criados pelo Masami Kurumada, ou como eu carinhosamente chamo “aquele velho senil”. O que seria um desafio de tornar os seus personagens mais profundos com uma história um pouco mais coesa.

E no final das contas, acho que apesar de todos nós, os que escrevem CdZ, estamos insatisfeitos com o criador desse anime. E cada Fanfic lançada na net é como se atirássemos uma critica ao próprio dizendo um quase que: “Aqui seu imbecil, consigo fazer algo melhor”. Por mais que a pessoa tenha respeito pela obra, não creio que ela não carregue um pouco desse sentimento para consigo quando escreve.Alma Nova acabou se tornando esse grito para mim. 

É como eu digo, O Registro eu psicografei, já Alma Nova eu trabalho em cima.

Alma Nova é um trabalho alternativo, um espelho bizarro do mundo que vemos do mangá e do anime. E assim como a maioria de fanfics escritas, devem ser vistas com no mínimo com uma nova visão, mas o ideal é ir com uma nova perspectiva.